eterna dos teus lábios
e nos próximos deslumbramentos
resplandecem mirados de pétalas
na profusão mágica do reencontro
queimadas amarelecidas
arrastam - se rasteiras
e dos nossos sonhos
se tornam amadas
e companheiras as árvores
inverno na alma !
eterna dos teus lábios
e nos próximos deslumbramentos
resplandecem mirados de pétalas
na profusão mágica do reencontro
queimadas amarelecidas
arrastam - se rasteiras
e dos nossos sonhos
se tornam amadas
e companheiras as árvores
inverno na alma !
memória de origens
tranquila fascinação
envolvente fluido inicial
minha lua quente e nua
nada profiras que agite o silêncio
ou colhe em pedra o sentido original
num tempo anterior anterior a vida
nele o brilho múltiplo
da razão brilha arrebata
nas palavras que pulsam
latejantes
ele não existe
è a consciência viva
sò tem um corpo è um
corpo que se levanta
como um volume sobre
a sua vontade de construir
o mundo
peito fecham os poços cantam
ao longo da sombra com pulsos
vendados e enigmas è uma trave
nos seus ombros o nome extremo
peixes em mãos de pescadores
para além do tempo
sò o tempo è mestre e eu despertei
nele por ti para viver na plenitude
deste amor que o meu coração sente
por ti num amor real sem ilusões
apenas amando - te
oh minha esbelta princesa
minha amada eu te amo
beijos !
as aves partem
as minhas mãos acendem
luar
um trovão tremendo na memória
explodem
a canção do mundo
as estrelas iluminam risos de crianças
sangue partilhado
sob o céu
humanos corpos
pedaços de tempo
areias
cantam sereias
conchas caranguejos
pequenos passos sob as nuvens sob o universo
no porto da tua indiferença
por te amar deste jeito sem jeito
para te amar encontrei a luz
rasguei o céu e entrei no coração
do universo e beijei a lua
por te amar assim deste jeito
sem jeito para te amar
e amar as estrelas
que pedir a Deus ?
o amor que ousei
sentir por ti està caído
na lama o amor partiu - se
estamos nòs mas divididos
que antes aguentamos a besta
e a fadiga nos vacina
ainda suspensas da nudez de uma árvore
o resto do invisível veado na primeira neve
e depois que não cessa de nada nos arrependemos
como se pudéssemos ancorar no silêncio deste
singular momento de luz
acontecerá e o que aconteceu
de novo acontece incessantemente
somos como fomos tudo mudou em nòs
se falamos do mundo è apenas para deixarmos
o mundo ...
e na tua palma escrita a estrada o lar não è pois
o lar mais a distância entre abençoado e quem
quer que envergue a pele de um irmão da màgoa
provará no sètimo ano presente por entre as coisas ...
como se eu pudesse começar
onde cessou a minha voz
eu mesmo o som de uma palavra
que não consigo articular tanto silêncio
para trazer a vida nesta cerne apreensiva
o ribomber do tambor das palavras na
interioridade tantas palavras perdidas
na amplitude do meu mundo interior
e assim ter sabido que apesar de mim
eu estou aqui como se fosse isto o mundo
imagem do amanhecer
e o céu mesmo sobre si
desabando irredutível
imagem de água pura
os poros segregando luz
tal colheita que apenas
a luz será capaz as pedras
mesmas imorreduras na
imagem de si a consolação
de cor
que o meu olhar me
traga como se finalmente
me pudesse ver a capitular
perante as invisíveis coisas
que nos levam de par como nòs
mesmo e todas as crianças por
nascer rumo ao mundo
que esteve diante de mim ter dito o quanto
desejava uma criança e como o tempo nela
começava a falar dissemos que ambos devíamos
escrever um poema com as palavras uma pequena
brisa a perturbar uma fogueira desde então nada
significou mais do que um pequeno acto presente
nestas palavras o acto de tentar dizer palavras que
significam quase nada atè ao derradeiro final quero
ser igual ou seja là o que for que o meu olhar me traga
como se me pudesse ver a capilar perante as invisíveis
coisas que nos levam de par como nòs mesmos
preguiçosamente atirados contra o puro
negro do fundo nada mais do que um
pequeno gesto tentando ser nada mais
do que si próprio e não està no entanto
aqui e para os meus olhos jamais será uma
questão de tentar simplificar o mundo mas
um modo de estar presente por entre as coisas
que não nos querem mas das quais necessitamos
na mesma medida em que de nòs mesmos necessitamos
neste tempo de actos maiores que a vida
um gesto rumo ao que passa quase invisível
uma pequena brisa a perturbar uma fogueira
por exemplo que encontrei no outro dia por acidente
numa parede de museu
da nossa alma na prevalência eterna dos teus lábios e nos próximos deslumbramentos resplandecem mirados de pétalas na profusão mágica do re...