terça-feira, 20 de abril de 2021

Dança

è sempre no inesperado que o sono

me invoca à visibilidade dos sonhos

de uma dança crepuscular-mente oposta

à palidez da lua à superfície da dolência 

há gestos que os outros dizem ser meus e que

flutuam numa paisagem de hesitação

consigo imagina - la levemente ritmada de âmbar

e silêncio e estilhaços desmemorizados de vento

e por um ombro do infinito demoro -me na ausência

do mastro e das viagens na inexistência do horizonte

o mar està perto e a dança prolonga - se  num ângulo

de respiração ...


 

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