terça-feira, 20 de abril de 2021

Êxtase de Lua

há uma noite insole nos meus dedos

promessa de madrugada fio de luar e 

uma errância de astros enlevos anunciada

num silêncio por abortar

há um vento sonâmbulo sem medos que

me desalinham docemente o respirar e uma

inquieta geografia de segredos de onde intacto

não quero regressar

ergo - me a imagem nítida de um delírio

numa paisagem indizível de ternura  e o tempo

se suspende com um rio em danças de volúpia semi - nuas

 por fim por fim quebra - se a lua em agonia


 

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