Atravessa esta paisagem o meu sonho dum porto infinito
e a cor das flores è transparente de grandes navios que largam
o cais arrastando nas águas por sombras os vultos ao sol daquelas
árvores antigas o porto è sombrio e os navios que saem do porto são
estas árvores do sol liberto em duplo abandonei - me da paisagem abaixo o vulto do cais è a estrada nítida e calma que se levanta e se ergue
como um muro e os navios passam por dentro dos troncos das árvores com
horizontalidade vertical e deixam cair amarras na água pelas telhas uma a uma
não sei quem me sonho sùbito toda água do mar do porto è transparente e vejo no fundo como uma estampa enorme que là estivesse desdobrada estas paisagens toda arranque de árvores estrada a arder naquele porto que passa entre o meu sonho de porto e o meu ver esta paisagem e chega ao pè de mim e entra por mim dentro e passa para o outro lado da minha alma ...

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