terça-feira, 13 de abril de 2021

Tudo è canto ou chama ...

A morte não existe tudo è canto ou chama

è uma serenata venho ao teu encontro a procura

de bondade um céu de camponeses altas árvores

onde o sol e a chuva adormecem na mesma folhagem

não posso deixar de amar haja mais espaços abertos 

mais luz madura não te darei mais do que os meus dedos

numa esferográfica a escrever poemas num papel sangue

insónias aqui estou de fronte pura rodeado de sombras de

soluços de perguntas aceita esta ternura este jasmim

 aprisionado nos meus lábios talvez na água para lá do

suplicio edo medo tu continuas matinal-mente quase madrigal

os anjos que nos prometem são apenas rostos tristes dos dias desolados

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