è uma serenata venho ao teu encontro a procura
de bondade um céu de camponeses altas árvores
onde o sol e a chuva adormecem na mesma folhagem
não posso deixar de amar haja mais espaços abertos
mais luz madura não te darei mais do que os meus dedos
numa esferográfica a escrever poemas num papel sangue
insónias aqui estou de fronte pura rodeado de sombras de
soluços de perguntas aceita esta ternura este jasmim
aprisionado nos meus lábios talvez na água para lá do
suplicio edo medo tu continuas matinal-mente quase madrigal
os anjos que nos prometem são apenas rostos tristes dos dias desolados

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