sexta-feira, 23 de abril de 2021

poema

hoje mais do que nunca 

fujo de mim em ti em ti 

para não saber de ti 

fugir em mim  agarro a manhã

no sol que desperta o teu olhar

e parto na vertigem do regresso

no trilho da flor cuja frescura o orvalho

das minhas mãos vivifica ou mortifica

se não for meu coração o jardim que procuras

para morar
 

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