sexta-feira, 23 de abril de 2021

ave migratória

como posso eu afinal desejar a lua 

duma noite sem sentido  sob o sol 

sem luz do teu ser perdido que no

 peito devia crepitar na calma prateada

 do luar estando sem estar sò dividido 

já tão cheio de frio que despido projecta

no espaço o seu gritar acredito no eco 

suplicante porque sei ser teu uivo delirante 

irrompendo febril de sob a terra por não seres 

ave migratória que serás se rumares à Vitória da

 primeira luz  que de nòs emperra
 

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